quinta-feira, 8 de julho de 2010

Porto do Rio Grande e Ferroeste realizam parceria em prol da Ferrosul

SITE NET MARINHA

O superintendente do Porto do Rio Grande (RS), Jayme Ramis, recebeu ontem (07), o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes. Durante o encontro foi dado início às discussões para criação de uma agenda estratégica para tratar da integração do porto rio-grandino com a Ferrosul (Ferrovia da Integração do Sul S/A). Na ocasião, Ramis confirmou o interesse do porto gaúcho em ser parceiro do projeto.

A Ferrosul pretende integrar por ferrovia os Estados do Codesul – Conselho de Desenvolvimento e Integração do Sul (PR, SC, RS e MS) aos portos da região Sul através de três mil quilômetros de novas ferrovias, a partir da base da Ferroeste, estatal paranaense que faz a ligação de Guarapuava a Cascavel, no Paraná. Em uma segunda etapa será feita a conexão de Rio Grande com a cidade de Antofagasta, no Chile, com o avanço do projeto do corredor bioceânico. As obras estão previstas para iniciarem em 2011.

Na opinião de Gomes, essa será uma grande malha ferroviária que levará desenvolvimento aos estados do Sul e proporcionará competitividade com redução de até 40% no valor do frente em comparação com o modal rodoviário. O presidente da Ferroeste disse ainda que a Ferrosul, que terá ferrovia com bitola mista - larga e métrica - está encarregada de planejar, construir e operar nos quatro estados do Codesul. Também lembrou que a nova ferrovia terá conexão com as ferrovias existentes, rodovias e hidrovias, aumentando assim a importância e protagonismo dos portos do Sul do Brasil no Conesul.

O superintendente do porto gaúcho lembrou que Rio Grande está em pleno crescimento, com implantação e ampliação de terminais portuários, com tendência de passar de uma movimentação média anual de 25 milhões de toneladas para 50 milhões até 2.015. ¨Para isso, já estamos trabalhando com foco na ampliação da infraestrutura e uma ferrovia como a Ferrosul vem ao encontro de nossos objetivos. Precisamos de alternativas eficientes para escoar nossas cargas e continuar garantindo qualidade e competitividade ao porto rio-grandino que em breve terá calado de 47 pés, um dos maiores do Conesul¨, ressaltou Ramis.

Além disso, na reunião foi tratado sobre a possibilidade, com a instalação da Ferrosul, de atrair para o Porto do Rio Grande cargas, principalmente granéis agrícolas, do Paraguai. Com a implantação da nova ferrovia, a Ferroeste vai deixar de existir e passará a integrar a Ferrosul. Os estados contemplados pela iniciativa serão integrados como sócios, compartilhando o processo administrativo.

Porto de Rio Grande é expositor do ITS 2010

O Porto de Rio Grande terá um estande de 50 metros quadrados na terceira edição do Itajaí Trade Summit. O evento destinado a profissionais de grandes, médias e pequenas empresas exportadoras, importadoras, prestadoras de serviços e equipamentos, o ITS 2010 é o mais qualificado encontro da área de Logística, Transporte e Comércio Internacional das regiões Sul e Sudeste do Brasil e dos países do Mercosul. Realizado pela NetMarinha, empresa que administra o maior portal de comércio internacional e logística do Brasil, o evento está em sua terceira edição. Em 2009, a feira atraiu mais de sete mil visitantes e 60 expositores à cidade portuária de Itajaí (SC).

Paralelamente à feira, acontece o Fórum NetMarinha 2010. Através dele, serão realizados seminários, workshops e debates para trazer ao público as discussões atuais do comércio internacional e logística. Com a participação de representantes da indústria, especialistas e entidades relacionadas à área, serão debatidas questões de interesse do setor no Brasil.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Criada a Ferrosul

SITE AVICULTURA INDUSTRIAL

A integração ferroviária entre os quatro Estados que fazem parte do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) - Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul - e a Região Centro-Oeste brasileira, o Paraguai e a Argentina ficará a cargo da Ferrovia de Integração do Sul S.A. (Ferrosul). O projeto de lei que cria a ferrovia foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa do Paraná. A linha terá aproximadamente 3,3 mil quilômetros e deverá ficar pronta até 2013.

Trata-se da ampliação da antiga Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste), uma linha de 248 quilômetros que liga as cidades de Guarapuava e Cascavel, no Paraná.

O diretor-presidente da Ferroeste, Samuel Gomes disse que a macrorregião do Codesul contará com uma moderna empresa pública de planejamento, construção e operação de ferrovias e sistemas logísticos. "Vai enfrentar e vencer a barreira que os altos custos logísticos representam para o desenvolvimento econômico e social da integralidade do seu território, especialmente das regiões mais distantes dos portos", disse em entrevista à Agência Brasil.

Para Gomes, a expansão da companhia estatal paranaense é estratégica para a Região Sul, o Centro-Oeste, o Brasil e a América do Sul. Segundo ele, a redução média de custos estimada é de 30% nos fretes em condições normais de operação, em comparação com as tarifas do transporte rodoviário.

"A empresa vai operar sistemas logísticos numa das maiores fronteiras agrícolas do mundo e que tem polos industriais importantes, como Curitiba, Caxias do Sul [Rio Grande do Sul] e Joinville [Santa Catarina]. Com a realização do projeto da Ferrosul, a grande região do Codesul passará a contar com um conjunto de ferrovias e sistemas logísticos à altura dos melhores do mundo", ressaltou.

Para Gomes, depois que a infraestrutura para o transporte de cargas estiver pronta, será preciso buscar o melhor aproveitamento da ferrovia. "A construção de ferrovias para o transporte de passageiros apresenta grandes dificuldades, pelo alto custo da infraestrutura. Entretanto, do ponto de vista técnico-operacional, é perfeitamente possível o compartilhamento da linha. Com cargas, os trens trafegam a velocidades próximas a 100 quilômetros por hora, e com passageiros podem desenvolver velocidades de 130km/h, 150km/h. Assim é feito em outros países e assim faremos."

O diretor-presidente defende que as ferrovias planejadas pelo governo federal na região do Codesul fiquem sob a responsabilidade da nova empresa. Segundo ele, a ideia é que a tradição da Ferroeste de trabalhar com o Exército seja mantida.

domingo, 13 de junho de 2010

Criação da Ferrosul é estratégica para o Brasil e a América do Sul

SITE BRAZILIA

A integração ferroviária entre os quatro estados que fazem parte do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul – e a Região Centro-Oeste brasileira, o Paraguai e a Argentina ficará a cargo da Ferrovia de Integração do Sul S.A. (Ferrosul). O projeto de lei que cria a ferrovia foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa do Paraná. A linha terá aproximadamente 3,3 mil quilômetros e deverá ficar pronta até 2013.

Trata-se da ampliação da antiga Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste), uma linha de 248 quilômetros que liga as cidades de Guarapuava e Cascavel, no Paraná. O diretor-presidente da Ferroeste, Samuel Gomes disse que a macrorregião do Codesul contará com uma moderna empresa pública de planejamento, construção e operação de ferrovias e sistemas logísticos. “Vai enfrentar e vencer a barreira que os altos custos logísticos representam para o desenvolvimento econômico e social da integralidade do seu território, especialmente das regiões mais distantes dos portos”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Para Gomes, a expansão da companhia estatal paranaense é estratégica para a Região Sul, o Centro-Oeste, o Brasil e a América do Sul. Segundo ele, a redução média de custos estimada é de 30% nos fretes em condições normais de operação, em comparação com as tarifas do transporte rodoviário. "A empresa vai operar sistemas logísticos numa das maiores fronteiras agrícolas do mundo e que tem polos industriais importantes, como Curitiba, Caxias do Sul [Rio Grande do Sul] e Joinville [Santa Catarina]. Com a realização do projeto da Ferrosul, a grande região do Codesul passará a contar com um conjunto de ferrovias e sistemas logísticos à altura dos melhores do mundo", ressaltou.

Para Gomes, depois que a infraestrutura para o transporte de cargas estiver pronta, será preciso buscar o melhor aproveitamento da ferrovia. “A construção de ferrovias para o transporte de passageiros apresenta grandes dificuldades, pelo alto custo da infraestrutura. Entretanto, do ponto de vista técnico-operacional, é perfeitamente possível o compartilhamento da linha. Com cargas, os trens trafegam a velocidades próximas a 100 quilômetros por hora [km/h], e com passageiros podem desenvolver velocidades de 130km/h, 150km/h. Assim é feito em outros países e assim faremos”. O diretor-presidente defende que as ferrovias planejadas pelo governo federal na região do Codesul fiquem sob a responsabilidade da nova empresa. Segundo ele, a ideia é que a tradição da Ferroeste de trabalhar com o Exército seja mantida.

Papel da Ferrosul é discutido em seminário internacional na Bolívia

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS - PARANÁ

O papel da Ferrosul na integração ferroviária sul-americana foi destacado no seminário internacional sobre “Integração Ferroviária e Intermodal Sur-Sur”, que se encerrou sexta-feira (11), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, gestor do Fórum Permanente de Integração Logística entre as regiões sul-americanas do Codesul/Zicosul, lembrou que “a união dos países latino-americanos contempla ampla conjunção de fatores políticos, econômicos e culturais, incluindo a integração física por rodovias, ferrovias, hidrovias e pontes”.

O objetivo do seminário, organizado pela Fundação Ferroviária Espanhola (FFE) e governo boliviano, foi debater as iniciativas de integração do transporte intermodal e a infraestrutura de países como Brasil, Bolívia, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. O presidente da Ferroeste falou sobre a importância da implantação do corredor bioceânico entre os portos de Paranaguá, no Brasil, e de Antofagasta, no Chile, para a integração sul-americana, e sobre o papel da Ferrosul neste projeto. Os países participantes do seminário saudaram a criação da Ferrosul como um grande acontecimento destinado a impulsionar a integração ferroviária sul-americana.

“O eixo ferroviário entre Paranaguá e Antofagasta, que ligará por ferrovias o Paraná, Paraguai, Noroeste e Norte da Argentina e Chile, é um dos projetos mais importantes para o estabelecimento desta nova realidade na América do Sul”, disse Gomes. Segundo o presidente da Ferroeste, a construção do corredor ferroviário bioceânico “é um dos mais importantes projetos de integração física do subcontinente sul-americano”.

Participaram do seminário internacional sobre “Integração Ferroviária e Intermodal Sur-Sur”, em Santa Cruz de la Sierra, autoridades de ministérios da área de transporte, obras públicas e infraestrutura dos países da região, dirigentes de empresas ferroviárias e lideranças do setor, interessados no planejamento, financiamento e gestão do transporte ferroviário.

sábado, 12 de junho de 2010

Ferrosul seria uma alternativa

PIONEIRO

Uma das alternativas para que a região tenha novamente um ramal ferroviário ativo (como na foto ao lado, em Forqueta, na década de 1940) está na implantação da Ferrosul. Proveniente da Ferroeste, a única empresa pública a administrar rodovias no país, a Ferrosul teve criação aprovada na última terça-feira pela Assembleia Legislativa do Paraná, estado a qual pertence.

Atualmente, o traçado da Ferroeste liga o Mato Grosso do Sul ao Paraná e a intenção é de que o novo trajeto da ferrovia seja interligado à Ferronorte, em construção no centro e norte do país, descendo a Santa Catarina até o porto de Rio Grande. A empresa seria administrada em conjunto pelos governos dos quatro Estados, tendo chance de ter participação privada.

No traçado esboçado para atravessar o Estado, a Ferrosul não contempla a região da Serra, mas a trajetória ainda está sendo estudada e a nova ferrovia pode ser desviada para contemplar o pedido de empresários locais.

– É tarefa da Ferrosul estabelecer plano diretor de macrologística da região Sul. O desenho não é definitivo e precisa da intervenção e diálogo para o melhor traçado – disse o diretor-presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.

Após a lei de criação da Ferrosul ser sancionada pelo governador paranaense, ainda precisam ser feitos acordos com o Rio Grande do Sul e Santa Catarina para a implementação da nova empresa estatal.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Sugerida a integração com a malha da Ferroeste

PIONEIRO

Caxias do Sul – O transporte ferroviário de cargas está em pauta desde ontem na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). A intenção é apontar soluções viáveis para a reativação do serviço em municípios da região.

O 2º Seminário de Transporte Ferroviário de Cargas foi aberto com palestra do diretor-presidente da Ferroeste S.A., Samuel Gomes, entusiasta da expansão da malha férrea que hoje passa no Mato Grosso do Sul e no Paraná para os Estados de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. O palestrante defendeu que a extensão das ferrovias com bitolas que suportam o transporte de cargas para esses Estados ocorra com a criação da Ferrovia da Integração do Sul (Ferrosul), que agregaria à Ferroeste os serviços no sul do país. A empresa é estatal no Paraná e seria administrada em conjunto com os governos dos demais Estados, podendo também ter participação privada. Segundo Gomes, a Assembleia Legislativa paranaense deverá votar amanhã o projeto de lei que permite a associação de Santa Catarina e Rio Grande do Sul à empresa.

– A Ferrosul terá como tarefa recuperar os trechos abandonados pela concessionária privada dentro de uma política de desenvolvimento, estabelecendo um modelo de gestão compartilhado entre o poder público e o setor privado – disse Gomes.

O traçado da ferrovia no Estado ainda não está definido e deve ser estudado juntamente com as classes empresariais e políticas das cidades, mas alguns municípios estão contemplados na lei como referência da malha: Panorama (SP), Maringá (PR), Chapecó (SC) e Pelotas (RS).

A participação de Caxias do Sul, com ligação a Carlos Barbosa, seguindo a Montenegro e ao porto de Rio Grande, está sendo avaliada pela quantidade de cargas que chegam e saem da cidade. São pelo menos 3 milhões de toneladas por ano levadas a outros pontos do Brasil por rodovias.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Caxias entre as pontas da Ferrosul

JORNAL O PIONEIRO

Seminário de Transporte Ferroviário de Cargas segue até esta terça na cidade debatendo a viabilidade dos trens

O transporte ferroviário de cargas está em pauta desde essa segunda-feira na Câmara de Indústria Comércio e Serviços da cidade, que pretende apontar soluções viáveis para a reativação do serviço em municípios da região. O 2º Seminário de Transporte Ferroviário de Cargas foi aberto com palestra do diretor-presidente da Ferroeste S.A., Samuel Gomes, que tratou da expansão da malha férrea que passa pelo Mato Grosso do Sul e Paraná para os estados de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, contemplando Caxias do Sul.

O palestrante defendeu a extensão das ferrovias para o transporte de cargas a esses estados com a criação da Ferrovia da Integração do Sul (Ferrosul), agregada à Ferroeste.

_ A Ferrosul terá como tarefa recuperar os trechos abandonados pela concessionária privada dentro de uma política de desenvolvimento, estabelecendo um modelo de gestão compartilhado entre o poder público e o setor privado _ afirmou Gomes.

O traçado da ferrovia no Estado ainda não está definido e deve ser estudado juntamente com as classes empresariais e políticas das cidades. A participação de Caxias do Sul, com ligação à Carlos Barbosa, seguindo a Montenegro e o porto de Rio Grande está sendo avaliada pela quantidade de cargas que chegam e saem da cidade. São pelo menos 3 milhões de toneladas por ano levadas a outros pontos do Brasil por rodovias.

O seminário segue nesta terça-feira, com programação das 8h às 17h, no auditório da CIC. Representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da América Latina Logística estão entre os palestrantes.